terça-feira, 28 de outubro de 2008

Berlim - Day 3

A essa altura do campeonato, a gente já tinha visto as coisas mais turisticonas de Berlin, mas por estar numa parte mais tranquila, a gente estava também começando a entender a cidade em si. Já tinha visto várias pessoas dizerem que pra gostar de Berlin é preciso tempo, pq ela não é arrebatadora. Ela te conquista aos poucos. E eu achei a mais pura verdade.

A primeira parada do dia foi na East Side Gallery, que na verdade é um pedação do muro de Berlin que foi pintado/grafitado por vários artistas no período da reunificação. Uma parte dessas obras foi restaurada e a previsão é de restaurar ele todo para a comemoração de 20 anos da queda.



Tem muitas pinturas legais, ainda mais dentro do contexto da época.



E até hoje é um lugar pra deixar seu protesto...



...e sua marca na história (mas no lugar próprio pra isso, e não em cima das pinturas, né?)



No fim da galeria, tem um trecho do rio Spree que é bem bonito. Aproveitando pra fazer umas jumpings que ficaram meio fracassadas. Essas duas são as melhorzinhas. (a da júlia eu tive a manha!)



Mas, lançamos moda e em 5 minutos todo mundo que tava tirando foto no lugar começou a ensaiar umas jumpings, de cima dessa barrinha de proteção do rio.



A próxima parada seria no Reichstag, que foi todo reformulado e reaberto ao público em 1999. Ele tem um domo de vidro gigante em cima, de onde dá pra ver a cidade toda, e que simboliza a transparência da nova Alemanha. Mas ele tava fechado pra visitação. E ainda assim, só pra entrar lá dentro, tinha uma fila gigante. Acabamos tirando só uma fotinha de fora mesmo.



Já era o terceiro dia de Alemanha e a gente ainda não tinha comido uma Apfelstrudel! Fomos então corrigir essa falha gravíssima no Einstein Café, na Unter den Linden, que parece ser um café bem tradicional, pq tava lotado! Pedimos a sobremesa antes do almoço e estava excelente. Mas eu ainda acho que a do Hausmünchen nos seus tempos áureos é insuperável.



A próxima parada na verdade não era uma parada, era uma flanada pelo Mitte, que tbm é um bairro trendy de Berlin. Quando o muro caiu e geral foi correndo pro lado ocidental, artistas se apossaram dos prédios abandonados. Com o tempo, esses prédios foram sendo comprados, viraram lojas de design, cafés e etc. Mas na Oranienburgstrasse ainda tem um prédio desse tipo. Ele é ocupado por artistas que expõem suas coisas lá e tem um bar no último andar. A gente até tentou ir lá, mas a atmosfera é meio sinistra, apesar de ser legal.



Vagamos mais um pouco, achamos muuuuitos brechós, lojas de design, uma galeria de lojas famosas, mas que parece uma casinha de vovó e tbm uma loja muito legal, dedicada somente ao Ampelmann. Pra quem não sabe, ele é o bonequinho do sinal de pedestres do lado oriental de Berlin. É considerado o último comunista de Berlin! Mas estão querendo fazer dele o Mickey local.


fotos daqui.

De noite, fomos conhecer uma região do Prenzlauer Berg perto do nosso albergue que é cheeia de restaurantes, para escolher um para jantar. Enquanto a gente andava pra chegar lá, tinha certeza que a gente tinha errado de caminho, pq parecia ser uma área exclusivamente residencial. Mas eis que de repente aparece uma pracinha rodeada apenas de restaurantes. Um mais arrumadinho e apetitoso do que o outro. Me lembrou muito o Lourdes, em BH.

Escolhemos um restaurante alemão típico. Mais uma vez, o atendimento foi o mais simpático do mundo, mesmo com a nossa analfabetisse em alemão. (Aliás, todo mundo de Berlim tem cara de legal!) Eu pedi um prato que se chamava "O que as nossas avós cozinhavam para os nossos avôs", porque eu queria algo bem tradicional mesmo. Estava uma delícia, mas eu não identifiquei todos os componentes do prato. Sei que tinha muita carne de porco, batata e repolho. Apesar de ter sido um restaurante bem arrumado, a conta não deu cara. Aliás, comida em Berlim é bem mais barata que na França, o que me fez gostar ainda mais de lá!

Berlim - Day 2

O segundo dia em Berlim começou mais frio. Foi um dia mais dedicado a história da cidade, que é bem recheada de guerras pra todos os gostos.

A primeira visita do dia foi ao Checkpoint Charlie, que era um ponto de fiscalização para cruzar os lados oriental e ocidental de Berlin. Eu era intrigada com esse nome "Charlie", mas decobri que é pq tinha outros dois pontos que chamavam Alfa e Beta, e o Charlie foi só pra seguir o alfabeto. Tem toda uma mitologia sobre o lugar, e a plaquinha abaixo ilustra inúmeros souvenirs da cidade. Mas o ponto em si não tem muita coisa não, além dos soldadinhos teatrais que ficam pangando lá o dia todo, como um Mickey na Disney, pra tirar foto com a turistaiada.



Os muros que cercavam essa área de passagem agora contém uma série de posters que contam mais ou menos a história da guerra fria, desde a divisão da Alemanha após a 2a Guerra até a queda do muro de Berlin, passando pelos diversos momentos de tensão entre eles. Isso é uma das coisas que eu mais gostei da Europa: a possibilidade de ver ao vivo coisas que vc só aprendeu na escola e relembrá-las. A crise dos mísseis de Cuba é a memória mais viva que eu tenho das aulas de Geografia política com o Ricardo no Pitágoras!



Tem um museu do Checkpoint tbm, mas a gente não foi. Tem tbm um outro museu, que fala mais da vida da cidade com o muro e conta a história das pessoas que morreram tentando cruzá-lo, que a gente tbm não foi. Rola uma controvérsia, gente que diz que tudo o que é mostrado sobre guerra fria atualmente na Alemanha tende a exaltar o lado capitalista e meter o pau no socialismo. Eu particularmente não achei nada de gritante. A Júlia achou algumas coisas. E eu não tenho opinião formada sobre o que realemente aconteceu na época. Eu sei que os comunistas não comiam criancinhas, mas acho tbm que não deveriam ser hippies legais que pregavam apenas paz e amor.

Ainda na temática da história, fomos visitar o Museu dos Judeus.



Só pela arquitetura de fora, o museu já vale a visita. Ele é todo em zigzag e tem vãos que seriam como a estrela de Davi despedaçada. Por dentro, a arquitetura tbm é peça chave do museu e é resposável por transmitir sensações além das coisas que estão expostas. Eu achava que seria uma coisa mais voltada para o holocausto, mas é mais sobre a história dos judeus na Alemanha deeesde os tempos mais remotos! Tem muita coisa interativa, muita história e muita modernidade. Vale a pena demais! Não sei pq, mas a maiorida das fotos sobre o museu ficou na máquina da Júlia, mas eu posto depois que ela me mandar.

Depois do museu, a gente tinha planejado de ir na KaDaWe, que é a maior loja de departamentos da Alemanha, e é famosa pela sua parte de comida. Olhamos no guia e ele falava que a loja era na Kufurstendamm. Quem já leu "Christiane F. 13 anos, drogada e prostituída", com certeza já ouviu falar dessa rua. Era Kudamm pra cá, Kufurstenstrasse pra lá o tempo todo... Só que pra mim, tudo era a mesma coisa. Olhando o mapa do metrô, achei a estação Kufurstenstrasse e não tive dúvida que era lá. Só que Kufurstendamm e Kufurstenstrasse não são a mesma coisa e a gente foi parar no centrãaaaao da cidade. Tipo Av. Paraná de BH. Tosco demais!

Achamos o nosso caminho para a Kufurstendamm, ou Kudamm e lá era bem mais arrumadinho. É uma avenidona onde tem o comércio em geral. Loja da Nike, Zara, H&M e a famosa KaDaWe. Ela é realmente gigante. Um andar para cosméticos, um andar de roupas femininas. Uma andar de roupas masculinas. Um andar de lingerie. Um andar de brinquedos e papelaria. Um andar de coisas pra casa e finalmente o grande andar das comidas! É enlouquecedor e tem de tudo que vc possa imagianar relacionado a comida! Além disso, tem uns kioskes no meio vendendo pratos variados. Andamos horas por lá, jantamos por lá mesmo e depois disso, cama era a única opção possível!

Berlim - Day 1

De presente de aniversário, eu me dei uma viagem para Berlim. Era uma cidade que eu queria conhecer e a Júlia estaria em Helsink nessa mesma época. O meio do caminho pra gente se encontrar seria lá. Ajustamos datas, preços de companhia low-cost, hospedagem e dia 22 a noite partimos.

A Júlia chegou em Berlim de noite mesmo. Eu, na pobreza de achar o trajeto mais barato possível, consegui uma rota da RyanAir que fazia Montpellier-Frankfurt e Frankfurt-Berlim por 0 euros! Sim, ZERO euros a passagem. Mas com a taxa de embarque, a taxa de compra pela internet e mais algumas invençõezinhas pra subir o preço, a passagem fechou em 27 euros! Nada mal! O problema é que eu chegaria em Frankfurt a meia noite e o check-in pra Berlin seria ás 5 da manhã. O aeroporto é bem longinho do centro, então não valeria a pena um hotel. A solução: ser hippie e dormir no aeroporto.

Eu tava meio apreensiva, mas tinham váaarias pessoas fazendo a mesma coisa. O negócio é achar o seu cantinho e o resto é tranquilo! Eu dei muita sorte, pq achei quase um quartinho privé! Tinha uma pilha de caixas e outros seilamaisoquês e atrás tinha uma mesa! Foi só colocar o casaco de travesseiro e era praticamente uma cama!



Cheguei em Berlin cedinho, encontrei com a Júlia no aeroporto e fomos pro albergue. Ele chama East 7 e eu recomendo fortemente. Ele fica no que era o lado oriental de Berlin, numa região que se chama Prenzlauer Berg, que é descrita pela Wikipédia como a região trendy da cidade. Como a revitalização do lado oriental é recente, os preços dos imóveis não são muito caros, o que atrai jovens e artistas , que atrai bares e restaurantes voltados para esse povo, o que cria uma atmosfera muito bacana. Além disso, o albergue não era daquele tipo que acolhe mochileiros toscos que só querem saber de sexo drogas e rock&roll e que é um bar 24h fedendo a cigarro e cerveja. A maioria dos hóspedes eram meninas e o clima era muito tranquilo. Além de ser limpíssimo, com cheirinho de limão com pinho sol!



A gente ficou num quarto duplo, o que tbm ajuda. Só não tinha banheiro exclusivo, mas nos 4 dias que ficamos lá, eu cruzei com pessoas alheias no banheiro apenas 1 vez. E tbm depois de anos de competições de dança ficando em alojamentos, e retiros de crisma dividindo o banheiro com outras 800 pessoas, isso definitivamente não foi um problema.

A gente só poderia se apossar do nosso quarto mesmo depois das 2h da tarde. Então só deixamos as coisas lá e fomos passear pela região, á pé mesmo. A primeira parada, pertinho do albergue, foi na AlexanderPlatz, onde tem uma torre de TV que é a coisa mais alta da Alemanha, com 368m de altura. Dá pra subir lá em cima, mas vc tem que enfrentar uma mega fila e pagar quase 10 euros. Não animamos. O povo acha a torre horrorosa. Não achei tão feia assim, mas tbm não tem nada de bonita.



Continuamos nossa caminhada e uma coisa que me impressionou muito foi que é uma cidade muuuito tranquila. Não tem um mar de gente na rua. Tem turistas, mas até eles são mais tranquilos, e não aquele frenesi de máquinas fotográficas pra todo lado, igual em Paris. Mas tbm não é uma cidade bela, no sentido literal da palavra, como Paris. É uma cidade com cara de cidade. Com várias coisas bonitas, legais, turísticas, mas ainda assim uma cidade. Me lembrou muito BH!

Andando mais um pouquinho, chegamos no Berliner Dom, que é a maior igreja de Berlin, do fim do século 19. É engraçado que, depois de ver várias catedrais góticas, que é aquela coisa imponente, cheia de pontas e torres, eu achei que essa nem tinha cara de Igreja. Apesar de linda e enoorme tbm, não é assustadora, como muitas catedrais. Diz a Júlia que é essa a idéia mesmo. O período gótico queria impor um certo medo e terror e o período clássico focava mais no homem, nas trocas entre eles, dentro de um ambiente um pouco mais acolhedor.



Essa igreja fica pertinho da "Ilha dos museus", que é como se fosse uma ilha mesmo no meio do Spree, o rio que corta Berlin. Ela se chama ilha dos museus, pq os principais museus da cidade ficam ali (DRRRRR...). Não entramos em nenhum, mas eles são lindos por fora.



Não lembro qual que é esse aí...

Continuamos andando até chegar na Under der Linden, que é como se fosse a Champs Elysée de Berlin. É uma avenida larga que termina no Portão de Bradenburgo. Aí sim tinha uma lotação de turistas, mas pra falar a verdade, eu nem achei ele tãaao legal assim não. É bonito e ele é um símbolo da reunificação alemã (pq na época do muro ele ficava numa 'terra de ninguém', nem lá nem cá) e um dos únicos portais anttigos que sobreviveram ás guerras. Mas achei meio fuen... Esperava mais.



De lá, passei numa barraquinha que vendia o famoso Currywurst, que é um petisco típico de Berlin. É uma espécie de cachorro quente, mas com curry! É muito bom e combina demais. É algo que eu nunca tinha imaginado que casaria tão bem.

Continuando a andança, chegamos ao monumento aos judeus mortos na guerra na Europa. Eua chei bem impressionante. Ele foi construído perto de onde era o bunker do Hitler. Não dá pra saber exatamente onde era o bunker, pq não é marcado, para evitar peregrinações nazi ao lugar. Visto de cima, parece um cemitério, com vários retângulos cinzas iguais. Mas quando vc entra, a "profundidade" entre cada "túmulo" varia, podendo bater no seu joelho ou crescer a metros da sua cabeça. Dá uma sensação bem estranha. Tem várias polêmicas em torno desse monumento. Tem gente que diz que deveria ser uma homenagem não só aos judeus, mas á todas as vítimas da guerra. Tem gente que acha ruim dele ser perto do antigo bunker. Além disso, descobriu-se que a companhia que fornecia uma substância protetora para o monumento tbm tinha fornecido no passado um produto químico que compunha o gás mortal usado nos campos de concentração.
Polêmicas a parte, achei muito bacana a idéia do monumento.





Alguns passitos a mais e chegamos na Postdamer Platz, que foi uma área muito destruída pela guerra e que agora é cheia de prédios modernosos.



A gente nem se aventurou em nada pq a essa altura do campeonato, a gente já estava morrendo de fome. Comemos num restaurante italiano muito bom e barato. A princípio, pode parecer sem graça comer italiano na Alemanha, mas ele tinha uma cara ótima e a fome não deixou a gente procurar muito não.

Voltamos dali pro albergue, passeando um pouco aqui e acolá ainda.

De noite, o moço da recepção recomendou um bar que se chama White Trash, que era pertinho. O bar é inspirado no velho oeste americano. É tipo um Eddie Burger, mas com cara de pub. Comemos hamburgueres óootemos e, claro, provamos umas cervejas. Embaixo funciona uma boite, mas a gente nem foi. Nem tinha como, depois da maratona do dia!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Hoje é o meu aniversário!

E eu não tenho nem idéia do que dizer.

Mas também, o aniversariante não tem que falar nada mesmo não, né?

25 - tô curtindo!

UPTDATE: Deu tudo certo no niver! Ganhei jantar, almoço, presente e assim os 25 chegaram sem fazer muito estrago! Merci tout le monde pelos parabéns!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Domingo na Disney!


Quando eu tinha uns 10 anos, minha irmã foi pra Disney. Ela voltou cheia de fotos, presentes e contou em detalhes tudo. A partir daí (aliás, desde um pouco antes, quando compramos uma Capricho especial Disney que tbm contava tudo sobre lá e era a preferida da minha coleção) eu sonhava com o dia em que EU iria pra Disney. Mas como era uma coisa que eu queria tanto, e que parecia tão fantástico, e que parecia tão longe de acontecer, eu pensava que nunca aconteceria. Tinha dias que eu tinha certeza de que eu ia morrer antes dos 15 anos, pq eu não conseguia me imaginar na Disney. Era alegria demais pra poder ser verdade.

Mas o dia chegou e com 15 anos, em janeiro de 1999, eu fui pra Disney! E voltei cheia de fotos, presentes e contando os detalhes! Foi, a princípio, inesquecível!

Só que quase 10 anos depois (nusga!), minha memória começou a falhar. E olha que a minha é muito boa, mas eu não conseguia mais me lembrar com tanta nitidez do que eu tinha visto, como era o meu dia, o que eu tinha sentido nessa viagem que foi um marco da minha vida. E isso me deixava arrasada.

Porém, esse finde, eu tive a oportunidade de dar uma cutucada no cérebro e abrir as várias gavetinhas emperradas que guardavam muitas dessas memórias disneylandicas. Porque eu pude reviver de verdade um pouco delas de novo!

EuroDisney! Meia hora de Paris! Um pouco (muito!) menor do que a original, mas com o mesmo clima que te deixa automaticamente feliz e com a sensação de ter 6 anos de idade!

Tava lotado, com filas dignas de Disney mesmo, mas agora eles inventaram já o supermoderno fast-pass (que não existia nos meus 15 anos!). É tipo uma pré-reserva, um fura fila. Vc pega um cartãozinho que te dá um horário. Nesse horário, vc volta no brinquedo e pula a fila toda!

Fomos na montanha russa do Crush, a tartaruga "brother" de Nemo, que simula a corrente leste australiana! Uma coisa de doido, sensacional. Vc perde totalmente o referencial!


Depois, o elevador que cai. Nesse me deu pânico desde antes, pq é a pior sensação do mundo. Tipo morte eminente! E eu já tinha passado por esse sofrimento e não via motivo pra passar por ele de novo! Queria desistir de qualquer jeito e gritei como uma demente o tempo todo, até mesmo antes de começar a cair! Na fila eu já tava tensa demais, e todas as pessoas com uma cara de quem ia na padaria, de tão blasé! Povo frio e sem emoção!


Teve ainda a Rock&Rollercoaster, ao som de Aerosmith, que é legal tbm. Space mountain, que tenho certeza que me deu um hematoma subdural, de tanto que sacudiu minha cabeça e um simulador de Star Wars que me deixou enjoada, e tá bom, né?


Depois disso, a tradicional parada um lanchinho!










Fomos embora mortos, mas desestressados até ano que vem, depois de esgotar todos os nossos estoques de adrenalina.

Além de ter sido um dia divertido ao cubo, acho que foi o programa ideal pra comemorar meus 25 anos. 10 anos depois da minha viagem original pra Disney, do meus idos e queridos 15 anos! Muito tempo passou e eu tenho a sensação de que eu mudei muito pouco. Eu sei que na verdade eu mudei muito, mas eu não consigo apontar exatamente em que. Acho que por isso que eu sou nostálgica: minha idade aumenta mas eu ainda me sinto no passado, a mesma menina que achava que ia explodir e morrer de felicidade quando chegasse na Disney. Eu ainda tenho overdose de alegria na Disney. E acho que vou ter pra sempre. Tô começando a achar que esse trem de idade é só um detalhe mesmo. Um número a mais na vida, igual telefone, CPF, identidade... No fundo mesmo, diz muito pouco sobre vc!


Essa foto eu juro que nem vi tirando! E essa minha cara de retardada toda foi só pq eu achei o bichinho do Émile de Ratatouille!

Sábado lindo em Paris!

Começando adiantada as comemorações "Clara 2.5", minha ida a Paris desse fim de semana foi um sucesso. Eu que mandei na programação e fiz um tanto de coisa que estava querendo a um tempão, mas como em Paris a companhia sempre é de maioria masculina, eu acabava nunca fazendo.

Primeiro de tudo, o melhor chocolate quente do mundo! L'african, na Angelina. Ele realmente faz jus a sua fama. Ele tem um gostão de chocolate mesmo e é super denso. Quase um almoço! Lá é uma casa de chá super tradicional, que fica na Rivoli, em frente ao Louvre. Fica sempre muito cheio, mas a gente pode pedir pra viagem, que é mais barato além de tudo. Mas um dia eu ainda queria sentar lá e pedir o serviço completo. Lá tbm tem um doce que chama Mont Blanc que dizem que é bom tbm. Mas esse ficou pra próxima.


Depois, uma voltinha pelo Jardin de Tuilleries já em clima de outono.

O dia estava lindo, até um pouco quente demais pra essa época do ano!

Na foto não parece, mas estava super cheio tbm. A maioria turista. Era difícil ver um ser humano sem uma máquina fotográfica na mão.

Depois do passeio bucólico, LOJAS! Eu fiz um pré-acordo com o Felipe de que eu poderia olhar todas as lojas que eu quisesse, por quanto tempo eu quisesse porque era o meu aniversário e nesses dias eu posso mandar! Mas no fim, fui eu que não dei conta de ficar muito tempo. Acho que tô acostumando com a minha "rocinha" aqui de Montpellier. A gente foi olhar as lojas na Rue Rivoli, que era mais perto de onde a gente tava. E lá é a selva! Tipo centrão da cidade, com um zilhão de pessoas na rua, carros e ônibus pra todo lado. E dentro das lojas, mais mundaréu de gente e calor! Me deu tonteira! Mas consegui entrar na maior Sephora do mundo, 850 metros quadrados de maquiagem, creme e perfume! E tbm consegui ir na H&M, o único fast-food da moda que não tem aqui em Montpellier. E realmente é muito bom e barato. Mas meio muito lotado demais!



Almoço na famosa pizzaria onde o Bernardo leva todo mundo que vem em Paris. E eu finalmente entendi o porquê. A comida é realmente muuito boa e o preço justo.

A noite, outro programa de menina: Balé! Fomos ver uma montagem da Branca de Neve contemporânea, dum coreógrafo que se chama Angelin Preljocaj, no Pallais Chaillot, teatro que fica em frente a torre Eiffel! O lugar é lindo e o espetáculo foi uma das coisas mais lindas que eu já vi tbm! Não era dança contemporânea esquisita, mas ainda assim não tinha nada de ballet tradicional. E contou a história todinha da Branca de Neve, desde o nascimento até o depois do "felizes para sempre" de uma forma muito moderna. Os figurinos eram assinados por ninguém menos que J.P Gaultier e foi um show a parte! Coisas que eu nunca pensei em ver como figurino. E além de tudo, a Branca de Neve em si era espetacular! Nunca vi alguém tão leve na vida! Foram 1h e 50min de apresentação. O Felipe "pescou", mas eu dei um desconto.


Foto no foyer do teatro. Tá meio embaçado mas dá pra ver a torre no fundo, monstrando que realmente é em frente a torre!

Depois, um vinho com os amigos pra fechar uma parte da comemoração do meu niver da melhor forma! E quando eu pensei que não dava pra ser melhor, ainda teve o domingo...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Só algumas coisinhas de 6a...

- Primeiro de tudo, desculpa pelo post meio confuso de ontem. Fui reler, e achei uma confusão escrita! Aniversário mexe com o meu equilíbrio mental!

- Tá tendo uma feira aqui em Montpellier, que começou no finde passado (e eu fiquei com preguiça de ir) e termina nesse (que eu não vou estar aqui). É dessas feiras que tem tudo, desde produtos inovadores até serviços, apresentações e o escambau. O tema desse ano é o Marrocos, mas não sei porque tem um stand da Itália tbm. Nesse stand, o grande destaque é um parmesão Biô, com produção totalmente familiar, natural e ecológica. Diz que as 400 vaquinhas da família que produzem o leite usado pra fazer o tal queijo são tratadas apenas com homeopatia e acupuntura! Quero muito provar esse queijo!!!

- Essa foi a "Semaine du goût", ou "Semana do gosto" aqui na França. Tipo pra celebrar a gastronomia! Teve degustação nas escolas, pros menino aprendê de pequeno a identificar os temperos, "pontos" de cozimento das carnes e tal. Além disso, grandes Chefs de cozinha fizeram um menu especial nas prisões! Créme brûlée de salmão com crépe de pistache na entrada, e frango tandoori acompanhado de sua mousseline de legumes! Vida boa, né?

- Foram achados 8 sarcófagos merovíngios do século 5 em Angers, durante as obras de extensão do metrô de lá. Acho tão surreal isso de vira e mexe tropeçar em coisas antiquíssimas em qualquer obra que se faça aqui. O Brasil é um nenenzinho mesmo. O máximo que a gente vai achar escavando em BH é a cerquinha que limitava o antiquiiiiiiiiiiiiiiiiiissimo Curral d'el Rey, datado dos idos 1897!

- As bolsas caíram todas de novo e no jornalzinho teve um comentário que eu achei interessante. "Temos que parar de querer ser mãe do mercado. Ele é um bebê birrento que não quer dormir. E todo o mundo está correndo para mimar ele, dar carinho, atenção, presentes, pra vê se ele para um pouco de chorar. Mas isso não adianta de nada, por que criança mimada é assim: quanto mais atenção vc dá, mais ela esperneia. Temos que deixar ele um pouco de lado pra ele parar de pirraçar!"

Hj vou pra Paris, pro meu finde de mulherzinha! Depois conto as novidades!