Diz que após algum tempo inativo, o servidor tora o blog do ar...
POR FAVOR! Não faça disso antes que eu tenha arquivado o conteúdooooo!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Não deletem meu blog!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Será que existiu?
É até engraçada essa vida, né?
Quando eu ainda estava em Montpellier, eu ficava tremendo de medo da volta, de como ia ser, de como as pessoas iam estar, de tudo estar diferente e etc...
Todo mundo que já tinha passado por isso falava que eu não tinha com o quê me preocupar, que tudo ia estar do mesmo jeito que eu deixei.
Agora que eu terminei de chegar mesmo e já estou acostumada, é impressionante! Não é nem que as coisas não mudaram. É que parece que eu nem nunca saí daqui. É tudo tão familiar, os lugares, as pessoas, as comidas, tudo tão natural, que eu fico me perguntando se o ano de 2008 aconteceu mesmo ou se eu fiquei esquizofrênica!!!
Just a dream?imagem daqui
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Ano novo, vida nova, blog novo!
De volta ao Brasil, a Belo Horizonte e a minha vida!
Uma correria só, que depois eu conto direito. E nesse bololô, nem deu pra pensar muito em blog.
Fiquei hesitando entre desistir, criar um novo ou continuar a escrever qualquer coisa por aqui mesmo...
Tinha a preguiça, a falta de tempo, e a vergonha das coisas que eu escrevo (como um ser pode ser tão repetitivo assim?) pesando pra deixar de lado. Mas foram muitos pedidos de fãs desesperados, então diante disso, que remédio senão dizer ao povo que fico?
Já mudei a cara dele, porque afinal de contas agora as postagens são direto de BH city, e não sei muito bem o que escrever nele. Mas vai sair qualquer coisa!
Aguardem!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Au revoir...
Tantos dias sem atualizar... Tantas coisas ainda pra contar... Mesmo tantas coisas ainda pra viver! Mas não deu tempo!
Passou muito rápido! Ao mesmo tempo que parece que foi ontem que eu cheguei, já tem uma vida que eu estou aqui. Já tem coisas que eu sei que já ficaram pra trás e que eu mudei. Outras tantas coisas, eu só vou descobrir se mudaram completamente ou ficaram do mesmo jeito daqui um tempo.
A melhor metáfora (adoro metáforas!) pra essa experiência é a da montanha russa. Tem o frio na barriga do antes, o misto de pânico e prazer no meio, e um final muito mais rápido do que o previsto. Vc vira de cabeça pra baixo 89 vezes, sobe, desce, vai e volta e no final vc chega atordoada no mesmo lugar de onde vc saiu, sem mesmo entender muito bem o que acabou de acontecer.
Eu quero voltar. Mas dá dó de partir. De saber que essa minha vidinha, que não é nenhum vidão francês glamuroso, mas da qual eu aprendi a gostar, acabou. E tbm dá medinho de saber que o Brasil, a BH, a casa pra onde eu volto também não é a mesma que eu deixei. Parece muito repetitiva essa ladainha toda, mas é uma questão que gruda no cérebro e é inevitável de pensar. Mas bom que nessas últimas semanas, tanto trabalho, tanta correria, nem deu pra surtar demais.
Além das minhas duas malas de 32 kg, eu levo muita coisa daqui. Além tbm da experiência profissional que eu tive. Morei sozinha, morei com namorado, morei com desconhecidos, morei com conhecidos. Viajei, fiquei a toa, fiquei em casa. Faxinei, cozinhei, comi fora, comprei. Encontrei amigos brasileiros, fiz amigos franceses. E foi tudo bom! E foi tudo melhor do que o esperado. Muita sorte a minha... E tudo isso que eu vivi com certeza vai me moldar um pouco. Mas eu ainda não sei em qual forma. Não acho que sou uma outra pessoa, mas com certeza eu sou diferente da pessoa que eu seria se não tivesse passado por isso
Além disso tudo, eu fiz esse blog. Sem pretensão. Mas aprendi tbm a gostar de escrever aqui, de contar minhas coisas, meus devaneios. Não sei o que vai ser dele daqui pra frente. Se pára por aqui, se vira outra coisa, se continua... Mas eu mesma ainda não sei muito bem o que será de mim daqui 24h. Quiçá do blog! Assim, já deixo de uma vez o meu agradecimento a todo mundo que perdeu 5 minutinhos da sua vida pra vir aqui me ver.
EXPERIÊNCIA... Acho meio baranga essa coisa de "experiência de vida"... Como pseudo-cientista, a experiência é meu dia-a-dia. E eu posso dizer que os experimentos dão muito mais "errado" do que certo. Mas na maioria das vezes isso nem é o mais importante, pq independentemente disso, a experiência te dá uma informação, te conta alguma coisa. É uma experiência... Boa ou ruim, alguma coisa sai dela. Acho que na vida tbm, né?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Visitas aos 45 do segundo tempo
Desde que eu cheguei na França fico insistindo pros meus pais me visitarem. "É caro", "tem que organizar as coisas no trabalho", sempre tinha algum impecilhinho. Mas era o tipo de oportunidade que se eles não viessem agora, não viriam nunca. Lá em casa tem algum tipo de maldição que faz com que viajar pareça uma tarefa impossível de ser completada.
Sorte que Tia Ní, minha madrinha, juntou suas milhas para vir me visitar. E de brinde, conseguiu dobrar o adorável casal de mulas empacadas que são os meus pais, e os três chegaram aqui no sábado retrasado!
Tem um milhão de fotos pra serem passadas pro computador, e além disso, nessa reta final da minha temporada francesa, tempo está sendo artigo de luxo. Por isso vou ter que contar tudo resumidamente, talvez sem a riqueza de detalhes e brilhos que esses ótimos dias que a gente passou juntou merecem.
No primeiro dia em que els chegaram aqui, já de noite e mortos, rolou apenas a creperia tradicional da foto acima.
Domingo, já mais descansados, alugamos um carro (o qual EU conduzi!) e fomos passear pela região. Nesse dia mesmo fomos em Nîmes e Calvisson, onde tem o museu do boutis, um tipo de bordado da região que a tia Ní tá aprendendo.
Consegui tirar a 2a e a 3a para passear com eles.
Na segunda fomos em St. Guilhem le Desert, Millau (onde tem o mais alto viaduto do mundo!) e Carcassone. (abaixo, na ordem)
Na 3a, mais um pequeno giro pela Provence: Gordes, Goult, Bonnieux, Lourmarin e Arles. (A partir daqui eu não tenho mais fotas no meu computer...)
Na 4a infelizmente tive que deixar o feliz grupo de turistas para ir para Marseille a trabalho (capítulo a parte que depois eu conto).
Na 5a, depois de um dia intenso de trabalho, rumamos para Paris!
6a, sábado e domingo foi maratona turística! Andamos, andamos e andamos, que é a melhor coisa que se pode fazer em Paris!
Na 2a, de volta a realidade de Montpellier e da correria! Parece que o tempo tá galopando! Nem terminei de contar tudo e só falta uma semana preu ir embora! SOCORRO! Pelo menos não vai dar tempo de sentir saudades demais desses ótimos dias de visitas!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sumiço
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O outro lado de Paris
Eu estive muitas vezes em Paris durante essa minha estadia aqui, mas desconfio que a Paris que eu conheço melhor não é a Paris dos sonhos da maioria das pessoas (e dos meus tbm).
Eu só tive um dia típicamente turístico em Paris, no primeiro dia que eu cheguei aqui, quando eu mal tinha descido do avião e já fui submetida ao combo Sacre-Coeur-Torre Eiffel-Louvre no mesmo dia! Mas mesmo assim, foi um dia turístico do tipo mochilão, com grana contada, comendo pizza da promoção e tal. Nada do glamour de assentar em um café, cercada de patisseries e ver a vida passar.
Depois disso, as minhas visitas a Paris acabaram sempre passando pelo olhar de quem vive nela como estudante, sujeito aos perrengues que lhes são peculiares, e não pelo olhar do turista maravilhado que flana pelas ruas, monumentos, museus, quase flutuando e que depois escrevem textos apaixonados declarando seu amor pela cidade e jurando um dia voltar pra ficar.
Não me entendam mal. A Paris do mochileiro, a Paris dos estudantes, a Paris do perrengue, continua sendo linda! E mesmo vendo por trás desses olhares, eu visitei alguns dos ditos "pontos turísticos" e achei tudo deslumbrante. Mas essa Paris não te faz flutuar. É uma Paris mais de realidade e menos de sonho. É a Paris onde seu dinheiro encolhe. Onde as vitrines e os menus dos resturantes são só para olhar. É a Paris que acorda ainda no escuro pra sair pra vida. É a Paris que é muito mais negra do que branca. Que tem mais cheiro de kebab do que de baguete. Que se parece mais com a Avenida Paraná do que com a Praça da Liberdade. Que tem gente dormindo na rua. É a Paris onde coisas como essa acontecem (eu já vi acontecer algo do tipo mais de uma vez...). É a Paris de verdade. Continua linda, como eu acredito poucos lugares no mundo devem ser. Continua muito rica, diversa. Até mais, eu acho. Cada minuto passado nela continua valendo uma aula de história.
Mas eu duvido que seja essa a Paris que os turistas esperam encontrar. Acredito até que muita gente passa por ela sem se dar conta de que ela existe. Eu mesma ás vezes custo a acreditar no que eu vejo. Mas Paris é esta. É a bomba relógio que já me falaram que explodirá no segundo em que seus reais habitantes, vindos das periferias, das minorias, resolverem se rebelar numa 2a Revolução Francesa. E isso é muito pouco falado. Ninguém tinha me contado que era assim! É como a guerra do Congo e o massacre de Ruanda que nem chegam direito no Jornal Nacional, e que eu tbm não sabia da gravidade. Me deixa preocupada o tanto de coisa que acontece de verdade no mundo e que eu não sei.
Eu amo essa Paris real, com tudo de bom e de ruim que ela tem. Mas vou confessar que, com a chegada dos meus pais e da minha madrinha (sim, eles vêm me visitar semana que vem!!!), e com eles a possibilidade de viver um pouco essa Paris turística, de se assentar em cafés, de flutuar, está sendo um sonho pra mim. Finalmente vou conhecer a Paris que eu queria! Mesmo sabendo que ela é um pouco de mentirinha...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A saída da piscina
E aí vem o medo. Sim, dá medo de voltar. Muito medo! Minha mãe fica em pânico, achando que eu não gosto mais do Brasil, que eu tô pensando em passar o resto da minha vida aqui e coisa e tal, mas não é nada disso. Claro, óbvio, evidente que eu quero voltar. Não passou, nem por um minuto, na minha cabeça de ficar aqui mais tempo do que o necessário.
Mas o caso é o seguinte... Essa coisa de ir morar fora é como pular numa piscina gelada (já até usei essa analogia aqui, mas acho que foi com um rio... sei lá, não achei). Quando vc tá na beiradinha, prestes a pular na piscina, tem aquela adrenalina toda, pq vc SABE que vai estar frio. A antecipação é um sofrimento só. Aí vc pula. Durante 10 segundos, vc estremilica de frio e pensa que vc não vai dar conta. Mas aí vc acostuma. Pára de sentir frio e até se diverte na piscina. Só que chega uma hora que vc tem que sair. Chega uma hora que vc QUER sair. Só que vc ficou um tempão lá dentro da piscina, e do lado de fora começa a esfriar. Vc sabe que tem um roupão felpudo e um chuveiro quentinho te esperando lá fora e que o almoço já vai até pra mesa. Não está mais excelente dentro da piscina, mas vc sabe que pra chegar no roupão e no chuveiro, vc vai ter que sair da piscina e aguentar um ventinho frio. Aí dá um pouquinho da mesma sensação que vc teve antes de pular.
Acho que é isso... A gente acostuma com a piscina fria e por um segundo pode parecer que do lado de fora está mais frio do que dentro. Mas vc sabe que é questão de segundos de frio e vc já vai vestir o seu roupão felpudo quentinho e aconchegante novamente.

Imagem daqui.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Encaixotando pessoas
Logo depois da enxurrada de posts sobre a vitória do Obama na maioria dos blogs que eu costumo acompanhar, veio uma outra enxurrada de posts sobre um outro assunto, mas dessa vez a enxurrada foi de água fria. Todo mundo começou a falar da tal proposição 8 que foi aprovada na Califórnia, que diz que apenas a união entre homem e mulher será reconhecida pelo estado, tirando assim os direitos de milhares de casais gays que desfrutam de uma união estável. Um retrocesso paradoxal no meio da euforia do advento do progresso. Mas não parou por aí a notícia. Pior do que essa vitória homofóbica nojenta foi a constatação de que o voto do eleitorado negro foi fundamental para ela. Pior: 75% das mulheres negras votaram para a aprovação do absurdo. E o povo ficou chocado, triste, arrasado por constatar este fato.
E aí que eu fiquei incomodada. Mas não foi só pela notícia da aprovação em si. Alguma coisa me causava estranheza nessa notícia. Na forma como ela foi colocada. Na hora em que ela vazou internet afora. E eu custei pra entender exatamente o quê estava me encafifando. Mas aí eu tive um momento de iluminação pessoal que encaixou vários fios soltos de pensamento que já estavam boiando no meu cérebro a algum tempo. Se vc tem preguiça de post grande e mais ainda de devaneios, pode parar por aqui que eu deixo, sem ficar magoada. Mas agora eu vou falar! Vou tentar ser o mais organizada possível com meus pensamentos, mas não tô prometendo nada!
1° de tudo, me incomodou, logo depois do mundo estar eufórico com a eleição de um negro para presidente da maior potência mundial (o que foi uma coisa MUITO importante), que se espalhe uma notícia que manda uma mensagem (nem tanto) subliminar de que os negros foram culpados por ajudar a estabelecer uma medida retrógrada. Mais do que isso, as mulheres negras foram o carrasco da situação. É como se quisessem dizer: "Tá todo mundo aí felizinho com o negão, achando que ele vai mudar o mundo, né? Mas não é assim não! Espia só o que os amiguinhos e principalmente as amiguinhas dele tão fazendo na Califórnia!". Sei lá se eu estou sendo paranóica e conspirativa, mas achei estranho.
Num segundo momento, eu fiquei meio surpresa com a surpresa das pessoas que deram a notícia. Tava todo mundo boquiaberto de tantos negros terem votado a favor da emenda. E por que? Por que por eles serem uma minoria discriminada quer dizer que TODOS eles são bonzinhos e esclarecidos e éticos e se compadecem e lutam por todas as outras minorias? Quer dizer então que tbm não existe gay com preconceito racial? Eu acho racismo e qualquer outra forma de preconceito uma coisa nojenta e completamente burra, mas, pra mim, idiota tem de tudo quanto é cor, forma e opção de vida! Acho que cor de pele ou opção sexual não desqualifica caráter de ninguém, mas tbm não qualifica automaticamente! Seja a pessoa branca, negra, laranja ou lilás, goste ela de meninos, meninas, animais, árvores ou pedras! Simplesmente uma coisa não tem nada a ver com a outra! Se não se esperava essa votação dos negros, quer dizer que se esperava essa votação dos brancos? Quer dizer então que se a maioria dos brancos tivessem votado a favor dessa emenda (na verdade, 51% dos brancos votaram contra) estaria tudo normal, o mundo estaria girando pro lado certo e ninguém iria se indignar? Eu acho que a indignação tem que ser dessa emenda ter sido aprovada at all. Sejam as pessoas que votaram a favor dela brancas, negras, laranjas ou liláses, pra mim são todas estúpidas!
Eu faço parte da dita elite branca heterossexual do mundo, e em muitas situações eu fico me sentindo a personificação do mal, a própria encarnação do capeta por causa disso. Ainda bem que eu sou mulher e tenho pelo menos uma minoriazinha pra chamar de minha. Mas se eu fosse homem, aí eu tava fulminada! Por que aí eu representaria o fenótipo exato da maioria dos responsáveis por atos cruéis e burros de preconceito. Mas se eu fosse um homem branco, rico e heterossexual isso faria de mim uma pessoa automaticamente ruim? Eu acho que o fato de ser branca não me faz melhor do que ninguém, mas também não me faz pior e eu não sou obrigada a carregar a culpa do mundo por causa disso. O que me faz melhor ou pior são as atitudes que eu tomo, o jeito que eu trato as pessoas, o meu caráter.
O problema é que a gente encaixota as pessoas segundo critérios completamente arbitrários e espera que elas possam ser completamente definidas, explicadas e escolhidas por esses critérios únicos. Por exemplo, o Obama é negro. Isso é parte dele, mas isso não DEFINE ele e tem muito pouco a ver com a competência que ele tenha ou não de governar. Ou alguém por acaso acha que a competência (ou falta de) do Lula na presidência tem a ver com o dedo a menos que ele tem ou com a lingua presa? O fato do Obama ser negro e ter sido eleito é MUITO importante, porque mostra que as barreiras do preconceito estão começando a cair e essa burrice toda sem sentido que martirizou os negros por tanto tempo está começando a ser descartada. Mas o fato puro e simples dele ser negro, pra mim, não é um motivo pra votar nele. E nem pra deixar de votar. Se ele fosse negro e um completo BOLHA, eu não votaria nele. Eu votaria nele porque ele é inteligente, dinâmico, esclarecido e outras características que são IMPORTANTES para a escolha de um presidente. Cor de pele não é importante pra escolha de presidente. Eu voto nele porque, nesse assunto polêmico de casamento gay, ele falou tudo! Ele disse que casamento é casamento. É sacramento ligado a crença pessoal de cada um, então cada um que se entenda com sua Igreja, que por sua vez não tem nada a ver com o Estado. Mas união civil é união civil e aí assim é assunto pra lei! E para dois cidadãos fazerem um acordo de uma vida comum, garantindo direitos de ambas as partes e tendo isso garantido e assegurado por lei, pouco importa que eles sejam heterossexuais, homossexuais ou panssexuais. Basta que eles sejam cidadãos. E tem cidadãos nos caixotes dos heterossexuais e dos homossexuais.
Depois de tudo isso e várias outras coisas terem passado como um tufão pela minha cabeça, uma terceira coisa me indignou nessa notícia: Quem que fez essa pesquisa de cor das pessoas que votam? PARA QUÊ foi feita essa pesquisa? Já não foi mais do que cientificamente provado que NÃO EXISTE essa questão de raça? O que que isso tem a ver com a cidadania da pessoa?Eu acho que enquanto esse encaixotamento de gente continuar existindo e para as coisas onde nada disso é importante vc tiver que escolher um caixote branco ou negro, hetero ou homo, mulher ou homem pra pular dentro e ter que ser definido, mesmo que temporariamente por isso, nós estamos longe de vencer os preconceitos que ainda existem nesse mundo! Eu acho que eu sou um INDIVÍDUO, sou muito mais do que uma mulher branca e heterossexual! Eu acho que esse encaixotamento devia parar. OU então, se tiver mesmo que encaixotar, que arrumem mais caixotes! Que se o negócio é definir, vamos então definir direito! Vamos colocar o genoma inteiro de cada um, todas as características da pessoa, e depois cruzar os dados pra ver o que que dá! Aí talvez faça algum sentido. Quantas pessoas narigudas votaram contra a proposição 8? Alguém mediu quantas pessoas que tem o segundo dedo pé maior do que o dedão votaram a favor? Vai ver que 100%, e que são elas as verdadeiras culpadas da aprovação. Vai saber!
Pelo não encaixotamento de pessoas!P.S2: Minha formação acadêmica é em Ciências Biológicas. Não entendo lhufas de humanas. Tudo que eu falei saiu de dentro da minha cabeça, e se teve alguma besteira gigantesca, um despropósito qualquer, uma heresia, por favor me ensinem e me expliquem o certo. Por que eu juro que o sentido disso tudo tá me escapando.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Can we?
so!Mas que é foi muito bom ele ter ganho, isso foi!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Rapidinhas
Esses dias minha vida tá uma correria só! Zero tempo!
Mas só pra isso aqui não ficar muito abandonada, vão aí umas rapidinhas!
- O Languedoc é a região que produz a maior quantidade de vinho na França. Mas até algum tempo atrás, o foco era na quantidade, e não na qualidade. Isso já mudou, e vinhos ótimos são produzidos na região. Mas o preconceito ficou e muita gente não arrisca sair do seu Bordeaux garantido pra explorar algumas maravilhas daqui. Pensando nisso e numa jogada de marketing espetacular, um produtor daqui lançou o Vin de Merde, que tem feito grande sucesso! É isso aí! A melhor receita pra se livrar de preconceitos bobos é o humor! (Dica do Lipe!)
- O mundo das estrelinhas do futebol vai ficar mais contido! Foi lançado um "Estatuto de boas maneiras" que deve ser assinado por todos os jogadores convocados da Seleção de Futebol Francesa antes da sua próxima partida. Ele foi elaborado por membros da comissão técnica e já foi entregue ao capitão Henry. Esse estatuto, além de reforçar o orgulho e a responsabilidade de representar a França, estabelece alguns códigos de conduta que, se não observados, serão punidos com multa. Não comparecer a uma coletiva de imprensa ou esquecer de saudar a torcida ao fim de um jogo acarreta no pagamento de 5000 euros pelo jogador infrator. Não é muito, pra quem ganha um salário de milhões, mas já é um começo. Quem sabe seguindo esse exemplo as estrelinhas brasileiras não resolvem descer um pouco do salto?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Berlim - Bonus Day!
Pela lógica, o super jantar alemão seria minha última aventura em Berlim. Mas os deuses do turismo ainda não estavam satisfeitos e quiseram que eu ficasse mais um dia. Então, mesmo acordando ás 5 da manhã, chegado na estação e o metrô já estar lá me esperando, o trem que iria para o aeroporto demorou 1h pra chegar! MAs ainda não estava tudo perdido. Cheguei no aeroporto, corri igual louca, errei de terminal, corri igual louca para o outro e finalmente cheguei 3 minutos depois do check-in ter terminado... A atendente, com uma frieza germânica que até então eu não tinha conhecido em Berlin, não deu margem para negociações e quando meus olhos começaram a querer chorar contra a minha vontade, ela me lançou um olhar mais gelado ainda!
Passada a raiva, e a passagem (pra dali 24h) resolvida, fui fazer então a única coisa que me restava: aproveitar meu bonus day in Berlim!
Pra ver se o dia dava uma melhorada, fomos procurar um lugar bacana para tomar um bruch, pois eu tinha lido que em Berlim no domingo era tradição, e vários lugares ofereciam brunchs fartíssimos a preço de banana.
A moça da recepção do albergue sugeriu um lugar na região de "Lourdes", que a gente tinha ido jantar no dia anterior. Chegamos no lugar indicado e estava lotado! Fila de espera! Sinal de que era bom! Nem demorou muito. Pedimos um menu pra duas pessoas que era muito farto e muito bom!
Vinha nessa bandeja de "andares". O primeiro era de queijos e "presuntos" diferentes. O segundo era de pastinhas, manteigas, conservas. E o terceiro de frutas e geléias. O pão era a vontade. Ficamos mais de duas horas lá, comendo e conversando. Podia ter uns lugares assim em BH, né? Com brunchs fartos, gostosos e principalmente baratos!
Em frente ao lugar, esse tronco de árvore me chamou a atenção. Ele tem uns nichos cheios de livros. As pessoas vão lá e colocam livros e pegam outros. Tipo uma forma de trocar livros super legal e arrumadinha. Eu sei que no Brasil tem um projeto que chama "Perca um livro", que segue mais ou menos essa idéia. O negócio e pagar um livro legal e "perder" ele em algum lugar. Dentro do livro, vc explica o projeto. Assim, a pessoa que achar o seu livro, pode levar ele pra casa e é convidada a "perder" um livro ela tbm, pra dar continuidade. Acho que vou perder uns quando eu voltar pro Brasil.
Depois da comilança, fomos visitar o museu Bauhaus, que tinha ficado de fora da minha programação. Pra quem não sabe (como eu não sabia), vai aí a explicação da wikipedia.
"Bauhaus foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo uma das primeiras escolas de design do mundo."
Ele é bem fora de mão, longe de todas as outras coisas, e é pequenininho. Mas valeu a pena! A história do negócio, a forma como as coisas foram desenvolvidas, o jeito de pensar nos materiais, nas cores, tudo é muito legal e moderno!
De lá, fomos para a antítese da modernidade. Charlottenburg é o distrito mais antigo e luxuoso da cidade. Se várias partes da cidade parecem com BH, essa fica de fora e parece mesmo é com Paris. Demos uma andada, mas como já estava escurecendo e ainda por cima era domingo, não deu pra ver muita coisa. Apenas o palácio de Charlottenburg propriamente dito, que foi contruído por um Kaiser para dar de presente pra sua mulher, que deu pra conhecer. Ficamos um pouquinho na lojinha e depois fomos achar um lugar pra comer.
Voltamos pra nossa querida região trendy-hype com vários cafés e restaurantes baratos e acolhedores para escolher. Sentamos num primeiro para tomar um café e descansar, depois de tantas andanças. Depois, um pouco mais pra frente um italiano simpático, comandado pelos italianos com mais cara de italianos que eu já vi.
Os preços eram mais do que razoáveis e o lugar estava cheio de gente noba e bonita. Numa mesa gigante do nosso lado, um menino levanta-se lá da ponta oposta, vai até a gente e fala: "Vcs são mineiras, não?". A gente: "UAI! Como vc sabe?" Ele disse que a gente até que não tem cara de brasileira, e que a gente podia ser francesa ou espanhola tranquilamente. Mas que tem alguma coisa que sempre faz a gente saber quem é brasileiro. Fiquei feliz, melhorou um pouco o meu trauma.
O menino logo voltou para os seus amigos e nossa comida chegou logo depois. Quando deu 10h da noite, o restaurante que estava lotado esvaziou de uma vez! Sobrou a gente e o dono italiano, gordinho e de bigode, que sentindo a irmandade latina ofereceu pra gente uma Sambuca, que é tipo um licor de qualquer coisa, acho que anis, por conta da casa. Eu odeio anis, mas como que faz pra negar, né? Tomamos a tal da Sambuca e depois já era hora de voltar.
Para garantir o vôo, fui de novo dormir no aeroporto. È muito mais tranquilo do que eu imaginava e dormi como um anjinho! Fui a primeira pessoa do aeroporto inteiro a fazer check-in! A volta foi por Lyon e de lá eu peguei um trem, de volta para a minha Montpellier, retomar a vida!
Berlim - Day 3
A essa altura do campeonato, a gente já tinha visto as coisas mais turisticonas de Berlin, mas por estar numa parte mais tranquila, a gente estava também começando a entender a cidade em si. Já tinha visto várias pessoas dizerem que pra gostar de Berlin é preciso tempo, pq ela não é arrebatadora. Ela te conquista aos poucos. E eu achei a mais pura verdade.
A primeira parada do dia foi na East Side Gallery, que na verdade é um pedação do muro de Berlin que foi pintado/grafitado por vários artistas no período da reunificação. Uma parte dessas obras foi restaurada e a previsão é de restaurar ele todo para a comemoração de 20 anos da queda.

Tem muitas pinturas legais, ainda mais dentro do contexto da época.

E até hoje é um lugar pra deixar seu protesto...
...e sua marca na história (mas no lugar próprio pra isso, e não em cima das pinturas, né?)
No fim da galeria, tem um trecho do rio Spree que é bem bonito. Aproveitando pra fazer umas jumpings que ficaram meio fracassadas. Essas duas são as melhorzinhas. (a da júlia eu tive a manha!)

Mas, lançamos moda e em 5 minutos todo mundo que tava tirando foto no lugar começou a ensaiar umas jumpings, de cima dessa barrinha de proteção do rio.
A próxima parada seria no Reichstag, que foi todo reformulado e reaberto ao público em 1999. Ele tem um domo de vidro gigante em cima, de onde dá pra ver a cidade toda, e que simboliza a transparência da nova Alemanha. Mas ele tava fechado pra visitação. E ainda assim, só pra entrar lá dentro, tinha uma fila gigante. Acabamos tirando só uma fotinha de fora mesmo.
Já era o terceiro dia de Alemanha e a gente ainda não tinha comido uma Apfelstrudel! Fomos então corrigir essa falha gravíssima no Einstein Café, na Unter den Linden, que parece ser um café bem tradicional, pq tava lotado! Pedimos a sobremesa antes do almoço e estava excelente. Mas eu ainda acho que a do Hausmünchen nos seus tempos áureos é insuperável.

A próxima parada na verdade não era uma parada, era uma flanada pelo Mitte, que tbm é um bairro trendy de Berlin. Quando o muro caiu e geral foi correndo pro lado ocidental, artistas se apossaram dos prédios abandonados. Com o tempo, esses prédios foram sendo comprados, viraram lojas de design, cafés e etc. Mas na Oranienburgstrasse ainda tem um prédio desse tipo. Ele é ocupado por artistas que expõem suas coisas lá e tem um bar no último andar. A gente até tentou ir lá, mas a atmosfera é meio sinistra, apesar de ser legal.

Vagamos mais um pouco, achamos muuuuitos brechós, lojas de design, uma galeria de lojas famosas, mas que parece uma casinha de vovó e tbm uma loja muito legal, dedicada somente ao Ampelmann. Pra quem não sabe, ele é o bonequinho do sinal de pedestres do lado oriental de Berlin. É considerado o último comunista de Berlin! Mas estão querendo fazer dele o Mickey local.

fotos daqui.
De noite, fomos conhecer uma região do Prenzlauer Berg perto do nosso albergue que é cheeia de restaurantes, para escolher um para jantar. Enquanto a gente andava pra chegar lá, tinha certeza que a gente tinha errado de caminho, pq parecia ser uma área exclusivamente residencial. Mas eis que de repente aparece uma pracinha rodeada apenas de restaurantes. Um mais arrumadinho e apetitoso do que o outro. Me lembrou muito o Lourdes, em BH.
Escolhemos um restaurante alemão típico. Mais uma vez, o atendimento foi o mais simpático do mundo, mesmo com a nossa analfabetisse em alemão. (Aliás, todo mundo de Berlim tem cara de legal!) Eu pedi um prato que se chamava "O que as nossas avós cozinhavam para os nossos avôs", porque eu queria algo bem tradicional mesmo. Estava uma delícia, mas eu não identifiquei todos os componentes do prato. Sei que tinha muita carne de porco, batata e repolho. Apesar de ter sido um restaurante bem arrumado, a conta não deu cara. Aliás, comida em Berlim é bem mais barata que na França, o que me fez gostar ainda mais de lá!
Berlim - Day 2
O segundo dia em Berlim começou mais frio. Foi um dia mais dedicado a história da cidade, que é bem recheada de guerras pra todos os gostos.
A primeira visita do dia foi ao Checkpoint Charlie, que era um ponto de fiscalização para cruzar os lados oriental e ocidental de Berlin. Eu era intrigada com esse nome "Charlie", mas decobri que é pq tinha outros dois pontos que chamavam Alfa e Beta, e o Charlie foi só pra seguir o alfabeto. Tem toda uma mitologia sobre o lugar, e a plaquinha abaixo ilustra inúmeros souvenirs da cidade. Mas o ponto em si não tem muita coisa não, além dos soldadinhos teatrais que ficam pangando lá o dia todo, como um Mickey na Disney, pra tirar foto com a turistaiada.

Os muros que cercavam essa área de passagem agora contém uma série de posters que contam mais ou menos a história da guerra fria, desde a divisão da Alemanha após a 2a Guerra até a queda do muro de Berlin, passando pelos diversos momentos de tensão entre eles. Isso é uma das coisas que eu mais gostei da Europa: a possibilidade de ver ao vivo coisas que vc só aprendeu na escola e relembrá-las. A crise dos mísseis de Cuba é a memória mais viva que eu tenho das aulas de Geografia política com o Ricardo no Pitágoras!
Tem um museu do Checkpoint tbm, mas a gente não foi. Tem tbm um outro museu, que fala mais da vida da cidade com o muro e conta a história das pessoas que morreram tentando cruzá-lo, que a gente tbm não foi. Rola uma controvérsia, gente que diz que tudo o que é mostrado sobre guerra fria atualmente na Alemanha tende a exaltar o lado capitalista e meter o pau no socialismo. Eu particularmente não achei nada de gritante. A Júlia achou algumas coisas. E eu não tenho opinião formada sobre o que realemente aconteceu na época. Eu sei que os comunistas não comiam criancinhas, mas acho tbm que não deveriam ser hippies legais que pregavam apenas paz e amor.
Ainda na temática da história, fomos visitar o Museu dos Judeus.
Só pela arquitetura de fora, o museu já vale a visita. Ele é todo em zigzag e tem vãos que seriam como a estrela de Davi despedaçada. Por dentro, a arquitetura tbm é peça chave do museu e é resposável por transmitir sensações além das coisas que estão expostas. Eu achava que seria uma coisa mais voltada para o holocausto, mas é mais sobre a história dos judeus na Alemanha deeesde os tempos mais remotos! Tem muita coisa interativa, muita história e muita modernidade. Vale a pena demais! Não sei pq, mas a maiorida das fotos sobre o museu ficou na máquina da Júlia, mas eu posto depois que ela me mandar.
Depois do museu, a gente tinha planejado de ir na KaDaWe, que é a maior loja de departamentos da Alemanha, e é famosa pela sua parte de comida. Olhamos no guia e ele falava que a loja era na Kufurstendamm. Quem já leu "Christiane F. 13 anos, drogada e prostituída", com certeza já ouviu falar dessa rua. Era Kudamm pra cá, Kufurstenstrasse pra lá o tempo todo... Só que pra mim, tudo era a mesma coisa. Olhando o mapa do metrô, achei a estação Kufurstenstrasse e não tive dúvida que era lá. Só que Kufurstendamm e Kufurstenstrasse não são a mesma coisa e a gente foi parar no centrãaaaao da cidade. Tipo Av. Paraná de BH. Tosco demais!
Achamos o nosso caminho para a Kufurstendamm, ou Kudamm e lá era bem mais arrumadinho. É uma avenidona onde tem o comércio em geral. Loja da Nike, Zara, H&M e a famosa KaDaWe. Ela é realmente gigante. Um andar para cosméticos, um andar de roupas femininas. Uma andar de roupas masculinas. Um andar de lingerie. Um andar de brinquedos e papelaria. Um andar de coisas pra casa e finalmente o grande andar das comidas! É enlouquecedor e tem de tudo que vc possa imagianar relacionado a comida! Além disso, tem uns kioskes no meio vendendo pratos variados. Andamos horas por lá, jantamos por lá mesmo e depois disso, cama era a única opção possível!
Berlim - Day 1
De presente de aniversário, eu me dei uma viagem para Berlim. Era uma cidade que eu queria conhecer e a Júlia estaria em Helsink nessa mesma época. O meio do caminho pra gente se encontrar seria lá. Ajustamos datas, preços de companhia low-cost, hospedagem e dia 22 a noite partimos.
A Júlia chegou em Berlim de noite mesmo. Eu, na pobreza de achar o trajeto mais barato possível, consegui uma rota da RyanAir que fazia Montpellier-Frankfurt e Frankfurt-Berlim por 0 euros! Sim, ZERO euros a passagem. Mas com a taxa de embarque, a taxa de compra pela internet e mais algumas invençõezinhas pra subir o preço, a passagem fechou em 27 euros! Nada mal! O problema é que eu chegaria em Frankfurt a meia noite e o check-in pra Berlin seria ás 5 da manhã. O aeroporto é bem longinho do centro, então não valeria a pena um hotel. A solução: ser hippie e dormir no aeroporto.
Eu tava meio apreensiva, mas tinham váaarias pessoas fazendo a mesma coisa. O negócio é achar o seu cantinho e o resto é tranquilo! Eu dei muita sorte, pq achei quase um quartinho privé! Tinha uma pilha de caixas e outros seilamaisoquês e atrás tinha uma mesa! Foi só colocar o casaco de travesseiro e era praticamente uma cama!

Cheguei em Berlin cedinho, encontrei com a Júlia no aeroporto e fomos pro albergue. Ele chama East 7 e eu recomendo fortemente. Ele fica no que era o lado oriental de Berlin, numa região que se chama Prenzlauer Berg, que é descrita pela Wikipédia como a região trendy da cidade. Como a revitalização do lado oriental é recente, os preços dos imóveis não são muito caros, o que atrai jovens e artistas , que atrai bares e restaurantes voltados para esse povo, o que cria uma atmosfera muito bacana. Além disso, o albergue não era daquele tipo que acolhe mochileiros toscos que só querem saber de sexo drogas e rock&roll e que é um bar 24h fedendo a cigarro e cerveja. A maioria dos hóspedes eram meninas e o clima era muito tranquilo. Além de ser limpíssimo, com cheirinho de limão com pinho sol!
A gente ficou num quarto duplo, o que tbm ajuda. Só não tinha banheiro exclusivo, mas nos 4 dias que ficamos lá, eu cruzei com pessoas alheias no banheiro apenas 1 vez. E tbm depois de anos de competições de dança ficando em alojamentos, e retiros de crisma dividindo o banheiro com outras 800 pessoas, isso definitivamente não foi um problema.
A gente só poderia se apossar do nosso quarto mesmo depois das 2h da tarde. Então só deixamos as coisas lá e fomos passear pela região, á pé mesmo. A primeira parada, pertinho do albergue, foi na AlexanderPlatz, onde tem uma torre de TV que é a coisa mais alta da Alemanha, com 368m de altura. Dá pra subir lá em cima, mas vc tem que enfrentar uma mega fila e pagar quase 10 euros. Não animamos. O povo acha a torre horrorosa. Não achei tão feia assim, mas tbm não tem nada de bonita.
Continuamos nossa caminhada e uma coisa que me impressionou muito foi que é uma cidade muuuito tranquila. Não tem um mar de gente na rua. Tem turistas, mas até eles são mais tranquilos, e não aquele frenesi de máquinas fotográficas pra todo lado, igual em Paris. Mas tbm não é uma cidade bela, no sentido literal da palavra, como Paris. É uma cidade com cara de cidade. Com várias coisas bonitas, legais, turísticas, mas ainda assim uma cidade. Me lembrou muito BH!
Andando mais um pouquinho, chegamos no Berliner Dom, que é a maior igreja de Berlin, do fim do século 19. É engraçado que, depois de ver várias catedrais góticas, que é aquela coisa imponente, cheia de pontas e torres, eu achei que essa nem tinha cara de Igreja. Apesar de linda e enoorme tbm, não é assustadora, como muitas catedrais. Diz a Júlia que é essa a idéia mesmo. O período gótico queria impor um certo medo e terror e o período clássico focava mais no homem, nas trocas entre eles, dentro de um ambiente um pouco mais acolhedor.
Essa igreja fica pertinho da "Ilha dos museus", que é como se fosse uma ilha mesmo no meio do Spree, o rio que corta Berlin. Ela se chama ilha dos museus, pq os principais museus da cidade ficam ali (DRRRRR...). Não entramos em nenhum, mas eles são lindos por fora.
Não lembro qual que é esse aí...
Continuamos andando até chegar na Under der Linden, que é como se fosse a Champs Elysée de Berlin. É uma avenida larga que termina no Portão de Bradenburgo. Aí sim tinha uma lotação de turistas, mas pra falar a verdade, eu nem achei ele tãaao legal assim não. É bonito e ele é um símbolo da reunificação alemã (pq na época do muro ele ficava numa 'terra de ninguém', nem lá nem cá) e um dos únicos portais anttigos que sobreviveram ás guerras. Mas achei meio fuen... Esperava mais.
De lá, passei numa barraquinha que vendia o famoso Currywurst, que é um petisco típico de Berlin. É uma espécie de cachorro quente, mas com curry! É muito bom e combina demais. É algo que eu nunca tinha imaginado que casaria tão bem.
Continuando a andança, chegamos ao monumento aos judeus mortos na guerra na Europa. Eua chei bem impressionante. Ele foi construído perto de onde era o bunker do Hitler. Não dá pra saber exatamente onde era o bunker, pq não é marcado, para evitar peregrinações nazi ao lugar. Visto de cima, parece um cemitério, com vários retângulos cinzas iguais. Mas quando vc entra, a "profundidade" entre cada "túmulo" varia, podendo bater no seu joelho ou crescer a metros da sua cabeça. Dá uma sensação bem estranha. Tem várias polêmicas em torno desse monumento. Tem gente que diz que deveria ser uma homenagem não só aos judeus, mas á todas as vítimas da guerra. Tem gente que acha ruim dele ser perto do antigo bunker. Além disso, descobriu-se que a companhia que fornecia uma substância protetora para o monumento tbm tinha fornecido no passado um produto químico que compunha o gás mortal usado nos campos de concentração.
Polêmicas a parte, achei muito bacana a idéia do monumento.


Alguns passitos a mais e chegamos na Postdamer Platz, que foi uma área muito destruída pela guerra e que agora é cheia de prédios modernosos.
A gente nem se aventurou em nada pq a essa altura do campeonato, a gente já estava morrendo de fome. Comemos num restaurante italiano muito bom e barato. A princípio, pode parecer sem graça comer italiano na Alemanha, mas ele tinha uma cara ótima e a fome não deixou a gente procurar muito não.
Voltamos dali pro albergue, passeando um pouco aqui e acolá ainda.
De noite, o moço da recepção recomendou um bar que se chama White Trash, que era pertinho. O bar é inspirado no velho oeste americano. É tipo um Eddie Burger, mas com cara de pub. Comemos hamburgueres óootemos e, claro, provamos umas cervejas. Embaixo funciona uma boite, mas a gente nem foi. Nem tinha como, depois da maratona do dia!
